Cada angolano vai desembolsar 1.091 Kz pela impressão de livros gratuitos



Pelo segundo ano consecutivo, os manuais escolares do ensino primário (da 1ª à 6ª classe) estão a ser produzidos localmente. Para o ano lectivo 2022/2023, que arrancou no início do mês de Setembro, serão impressos perto de 49 milhões de manuais (a mesma quantidade em relação ao ano lectivo 2021/2022), com um orçamento total de 36,1 mil milhões Kz, o que representa um acréscimo de 14,4 mil milhões.

A impressão custa 1.091 Kz por cada cidadão angolano. No ano de estreia das gráficas nacionais foram aplicados 21,7 mil milhões Kz para os mesmos 49 milhões de manuais, ou seja, cada unidade custou, em média, 443 Kz. Já para 2022/2023 cada manual vai custar ao País 737 Kz, mais 294 Kz do que em 2021/2022. Isto apesar de a moeda nacional ter ganho terreno face às principais moedas estrangeiras (euro e dólar) utilizadas em Angola.

No entanto, também é preciso assinalar que o contexto internacional tem ditado um aumento geral do preço das matérias-primas, factor que pode ter algum impacto na actividade industrial. Se compararmos o custo da produção local com o ano lectivo de 2020, período em que os livros escolares ainda foram produzidos no estrangeiro (na África do Sul), é fácil concluir que a impressão naquele país é mais barata do que em Angola.

Em 2020 foram gastos 16,3 mil milhões Kz para um total de 35 milhões de manuais escolares do ensino primário, ou seja, cada unidade terá custado em média 466 Kz, menos 271 Kz em relação aos manuais distribuídos no presente ano escolar. Para entender os motivos destas alterações, o Expansão tentou contactar o MED mas, até ao fecho desta edição, não foi possível obter qualquer explicação oficial.

Segundo uma fonte conhecedora do mercado gráfico, a justificação para esta diferença de preços médios está associada à falta de matéria-prima local para a produção de manuais (o papel mas também os consumíveis e maquinaria para a impressão), o que encarece a produção nacional, tal como acontece nos outros segmentos da indústria angolana.

No presente ano lectivo, os manuais foram revistos por uma comissão criada pelo MED e também foram introduzidos novos conteúdos educativos, com lições sobre a Covid-19 e outras matérias ligadas ao meio ambiente.

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