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História da música angolana deve constar no currículo. Defende O ministro da Cultura


    O ministro da Cultura, Turismo e Ambiente, Jomo Fortunato, defendeu sábado, em Luanda, a inclusão do estudo da história da música popular, desde a sua periodização, biografia dos grupos musicais e compositores, no currículo universitário

    O dirigente, que falava durante uma homenagem da TV Zimbo ao músico Elias dya Kimuezo, por ocasião dos 85 anos de idade, justificou a necessidade de se motivar os jovens a conhecerem a história da música que marcou uma época. Jomo Fortunato felicitou o cantor e disse que é uma figura a ser incluída na lista dos grandes nacionalistas angolanos.

     "Há uma dimensão política, na acção cultural e social, de Elias dya Kimuezo, que é muito pouco referenciada”, lembrou.Durante a homenagem diversos artistas interpretaram várias músicas do cantor, com destaque para "Idimakaji”, "Samba Madya”, "Ressurreição”, "Mama”, "Muxima”, "Zala”, "Kuieko”, "Caminho de Ferro”, "Agostinho Neto” e "Kalumba”.

Para o Director Nacional da Cultura, Euclides da Lomba, é difícil não associar o nome Elias dya Kimuezo à cultura nacional, por este ser parte da memória colectiva da história da música angolana. Os músicos Cirineu Bastos e Xabanú, que marcaram presença entre os convidados, consideraram Elias dya Ki-muezo "um professor a quem recorreram muitas vezes, devido ao bom domínio do Kimbundu”.

    Nascido a 2 de Janeiro de 1936, no bairro Marçal, em Luanda, Elias dya Kimuezo começou a carreira artística em 1950, no grupo Ginásio, como compositor. Em 1956 apareceu como intérprete e tocador de bate-bate, no conjunto Kizomba, no Sambizanga. Na época fundou o conjunto Dikundus, onde era o vocalista principal. Em 2007, foi distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes.

 

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