O AngoSat-2 é um satélite de comunicação geoestacionário angolano que está em construção.

Ticker

6/recent/ticker-posts

O AngoSat-2 é um satélite de comunicação geoestacionário angolano que está em construção.

 


AngoSat-2
Localização orbital14° E (139,39° W)
LançamentoPrevisto para 2022
OperadorAngoSat
Vida útil15 anos
FabricanteAirbus Defence and Space
CoberturaÁfrica e Europa
ÓrbitaGeoestacionária
Peso1647 kg

AngoSat-2 é um satélite de comunicação geoestacionário angolano que está em construção pela Airbus Defence and Space que será operado pela AngoSat. O satélite será baseado na plataforma Eurostar-3000 e sua expetativa de vida útil será de quinze anos

Historia 

O satélite AngoSat-2 nasceu com a missão de substituir o AngoSat-1, o primeiro satélite angolano, que foi lançado em órbita a 26 de dezembro de 2017, mas desde então tem enfrentado problemas. Houve uma perda primaria de contacto logo após ele entrar em órbita, as comunicações foram recuperadas e pouco tempo depois perdidas novamente.

Ao constatar que o AngoSat-1, apesar de estar em órbita, não apresenta os parâmetros para os quais foi construído, o ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Angola revelou que o contrato assinado com a Rússia previa que nessas situações, deveria ser construído um novo satélite sem custos para a parte angolana. Em abril de 2018, O consórcio russo responsável pela construção e lançamento do primeiro satélite angolano, que falhou as comunicações com a estação terra, anunciou o início da sua construção, a partir de 24 de abril de 2018, sem custos para Angola, decorrendo até 2022.


Angosat-1 é avaliado esta segunda-feira (23.04 de 2017) pelo Governo angolano e autoridades russas. Pairam dúvidas sobre sua situação, mas Governo garante que não terá prejuízos. Circulam notícias sobre construção do Angosat-2.


O AngoSat-1 foi um satélite de comunicação geoestacionário angolano perdido em orbita
Angosat-3 : Sinal verde para a construção

"Onde está o primeiro satélite angolano?" perguntam muitos cidadãos. "Angosat-1, não sabemos onde anda", escreveu na sua conta do Facebook o cidadão Mateque Matari. 

José Carvalho da Rocha, ministro das Telecomunicações e Tecnologias da Informação, responde que o aparelho está em órbita e que o seu desempenho será avaliado, esta segunda-feira (23.04), entre as autoridades angolanas e russas que já se encontram no país desde o fim de semana.    

"O que eu posso dizer é que o satélite está em órbita e nós vamos avaliar o estado de saúde do satélite no dia 23 com a outra parte russa. Portanto, é importante que verifiquem que nós estamos a queimar diferentes etapas. [Para a conclusão de todo o processo referente ao] satélite, são 14 etapas. Nós estamos na 13a etapa e vamos fazer avaliação, no dia 23 [de abril], desta última etapa", relata.

O primeiro satélite angolano corresponde a um investimento do Estado de 269,6 milhões de euros. O seu tempo de duração seria de 15 anos. 

"Este contrato tem seguro, esse contrato tem garantia. Os seguros foram feitos etapa a etapa. Por exemplo, só o satelite custa 120 milhões de dólares, há um seguro neste valor. O veículo que leva o satélite, o lançador, custa 100 milhões [de dólares], há um contrato neste valor. Só o transporte de Moscovo até a base tem um [outro] seguro", garante Carvalho da Rocha.

Falta de informação e dúvidas

O Angosat-1 foi lançado, a 26 de dezembro de 2017 e comemorado com fogo-de-artificio em Luanda. Mas foi sol de pouca dura, porque um dia depois do seu lançamento as autoridades russas anunciavam a perda de contato com o aparelho.

Em fevereiro deste ano, a vigilância espacial da Força Aérea dos Estados Unidos alertou que o tanque do propulsor do Angosat-1 tinha explodido.

A existência ou o funcionamento do satélite têm sido postos em causa por muitos angolanos. Alguns chegam inclusive afirmar que se trata de "mais uma mentira do Governo angolano".   

Claudio Fortuna, investigador da Universidade Católica de Angola, entende que a falta de informação dá asas à especulação.

"24 horas depois [do lançamento], a comunicação social estampou a notícia, segundo a qual o Angosat tinha alguns problemas de funcionamento. Mas as autoridades locais asseguraram que não era bem verdade. O que é facto é que, volvido esse tempo todo, parece que a especulação que surgiu depois do seu parto tem razão de ser, porque o Angosat não está a corresponder exatamente às espectativas", avalia.



André Kivuandiga jornalista angolano do jornal Nova Gazeta comunga da mesma opinião.  

"Ainda continuamos a ter aquelas dúvidas, que têm surgido na imprensa russa, de que o Angosat às vezes desaparece e o Governo aqui fica apenas a desmentir, nunca dá informação correta. Isso levanta algumas suspensões. As pessoas questionam se isso é mesmo real", considera.

Angosat-2 a caminho?

Avaliação desta segunda-feira acontece numa altura em que a imprensa russa voltou a noticiar que persiste a ausência de comunicação com o Angosat-1, estando as autoridades dos dois países a negociar a construção de um novo satélite. Já a edição do Jornal de Angola, deste domingo, 22.04, noticia que, segundo o ministro das Telecomunicações, o Angosat-2 começa a ser construido na próxima terça-feira (24.04).

"Como será construido um Angosat-2 a custo zero?" interroga-se Claudio Fortuna.

"Na medida em que esse seguro é apenas de 120 milhões de dólares e o custo global é de 320 milhões de dólares, há uma diferença abismal. Não sei como será feita essa correção", acrescenta.

Uma correção também deve ser feita na forma como o Governo presta informação aos cidadãos.

"Nós temos um problema que se resume no facto de haver incertezas no que toca a comunicação", conclui o investigador.

(Artigo Publicado em 2017)

Publicar um comentário

0 Comentários