Jovem acusado de “homicídio” a Yelissa Mendes, é posto em liberdade sem responder qualquer interrogatório ou julgamento pelo crime de que foi acusado

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Jovem acusado de “homicídio” a Yelissa Mendes, é posto em liberdade sem responder qualquer interrogatório ou julgamento pelo crime de que foi acusado

 


Huambo - Familiares de Yelissa Leite Mendes, jovem assassinada há um ano, presumivelmente pelo ex-namorado, na província do Huambo, revelam que o suposto assassino Rui Coelho foi posto em liberdade no passado dia 12 de novembro último, pelo Ministério Público no Huamdo, sem responder qualquer interrogatório ou julgamento pelo crime de que foi acusado.

“Até aqui não conseguimos compreender a soltura do jovem Rui Coelho, porque trata-se de um crime de homicídio qualificado. E por outra, o indivíduo até aqui não foi julgado”, revelações de familiares da vítima.


 


Os familiares questionam a decisão saída do Ministério Público no Huambo que pôs em liberdade Rui Coelho, o ex-namorado, até então detido por suspeitas de “crime de homicídio qualificado” pela morte de Yelissa Mendes, ocorrido na madrugada de 31 de agosto de 2019, de acordo com os relatos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) no Huambo, na altura.


 


“O Ministério Público deve entender que a impunidade faz com que a população perde a vontade de denunciar indícios criminais, quer na família, como na comunidade. Uma justiça ineficaz e corrupta é um eixo para que situações do género aconteçam dentro das comunidades”, lamentou um dos familiares.


 


Segundo fontes familiares da vítima, terá havido “má-fé” por parte do Ministério Público, quando por outro lado estes suspeitam “actos de corrupção e suborno para soltar o suposto assassino, Rui Coelho”, a julgar pelo poder financeiro e certa influência dos pais do respectivo acusado na província do Huambo. Trata-se do “respeitado” empresário local Kim Coelho e da mãe, directora da SISTEC no Huambo, progenitores do acusado que já se encontra no seio familiar.

O Club-K Angola sabe, por outro lado, que os pais do suposto homicida perspectivam enviá-lo ao exterior, propriamente à República da África do Sul para residir” com objectivos de salvaguardar a sua imagem e defender a sua integridade.


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